terça-feira, 27 de setembro de 2011

IRATI - PEQUENAS HISTÓRIAS I

A cada lembrança, remontados ficam os momentos fragmentados em nosso pensamento, não há datas a citar, apenas vislumbres de épocas passadas da infância e adolescência.
Por exemplo, lembro da recém inaugurada rodoviária, quando se faziam treinamentos de kart em suas vias, onde em nossos carrinhos de rolimã, imitávamos os karts, rua Dona Noca abaixo, do Grupo Francisco V. de Araújo até a Rodoviária, eram tempos de poucos carros e aos sábados a tarde tinha espaço para nossas aventuras automobilísticas, entre a passagem de um carro e outro.
Uma coisa ficou gravada, a presença da PM com seus capacetes brancos, a impedir, kartistas e nós de usar aquelas vias, eles sempre tinham que esta com a razão por motivos óbvios.
Um olhar daquele ponto para o alto da glória, víamos as imponentes palmeiras em frente ao bar do Stein, o casario de madeira, e o marrom da terra das ruas, pela rua Alexandre Pavelski, no seu prolongamento, que afinava lá em cima existia ou existe um laranjal, tão famoso entre os moradores, como os capões, que pontilhavam plantações de milho e batata.
Quantas vezes o Seo Raul Medeiros de Lima, Gerente do Dalegrave Moreira, nos forneceu as rodas para os carrinhos que construíamos para a aventura de cruzar 3 quadras, ladeira abaixo, e parar, geralmente no cruzamento da Duque de Caxias com Alexandre Pavelski, não raro havia um esfolado ou quebrado ao final destas aventuras.
Como se ainda estivéssemos na Rodoviária, e olhássemos para a esquerda do bairro, o batatal acompanhou toda a nossa infância, por muitos anos foi cultivado, com milho e batata, e nos seus últimos anos, ficou entregue a capoeira, até ser loteado, o que marcou pra mim no batatal, foi um pé de ipê roxo, na metade baixa do terreno, onde muitos iam buscar casca para fazer remédio, e anos mais tarde foi derrubado para dar lugar a ruas e casas.
Em cada direção que se olha em Irati, flui a história senão aprofundada, com memória familiar a muitos dos iratienses.
Muitos relembrarão dos domingos na esquina preferida do Alto da Glória, a Alexandre Pavelski com João Maria Anciutti, não sei, se estes são ainda os nomes das ruas, mas os que viveram estes momentos descritos lembrarão.
Ao hipoteticamente pisar o solo iratiense nas proximidades da rodoviária, lembrei que ali era o antigo bairro Menemar, mas um outro texto contará sobre ele.
 
Malgaxe

texto enviado por email

Dados sobre Irati - 2010

http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/retratosparana/indicadores/

Recebi esse endereço hoje. Há muitas informações interessantes aí. Entretanto, copiei algumas que dizem respeito a nossa cidade

Habitantes - 56.207 habitantes
42.211 eleitores
1,8% abandonam o ensino fundamenal
6,7% abandonam o ensino médio
6,8% são analfabetos
uma média de 5,3 anos de estudo por habitante
70,7 anos de expectativa de vida
17 óbitos a cada 1.000 nascidos vivos
164 leitos para internação
R$ 40,70 de repasse do SUS por habitante
20% das casas rurais têm rede de água tratada
96,9% das casas urbanas têm rede de água tratada
99,1% das casas têm acesso a rede de esgoto
81% das casas têm coleta de lixo
63% dos domicílios rurais são abastecidos com água de poço ou nascente
1,2% dos domicílios têm renda mensal de até R$70,00
35,09% da população é  idosa
0,7430 é o IDH
56hab/km² (4,025 é o de Curitiba)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

1º encontro Animal - Ong SOS Amigo Bicho

Procuro um dono de RAÇA

PARABÉNS  FLORIANÓPOLIS!
  

VAMOS DIVULGAR!!!!!
 
 
 
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos".
Fernando Pessoa 

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Divulgando - Danilo Pauluk - TANTO FAZ

http://www.youtube.com/watch?v=6ziMGPVo5vs&feature=related

“Quanto maior o número de leis, maior o número de transgressões a elas". Havelock Ellis

Ver jornais, principalmente na televisão, é cada vez mais um ato de desânimo. Mais e mais notícias de absurdos. Repare em quanto o homem gasta com formas de controle e punição. Primeiro, o Estado que tem gastos imensos com guardas rodoviários/civis/militares, radares, prisões, forum, semáforos, etc. etc. O homem civil gasta mais ainda, na proporção de ganho, com grades em janelas, portões, cadeados, identificador de chamada, seguro, travas, senhas, etc.etc. Mas, por quê? Todos sabemos o que devemos fazer. T o d o s. Excetuando os mentalmente deficientes (affff...aqui vou barrar no conceito), todos sabemos que não podemos passar o sinal vermelho, devemos devolver o troco que não merecíamos, não comprar dvds/cds piratas, etc. etc. Todos sabemos disso.
Seria um desvio de caráter? Mesmo os bichos, quando estão marcando seu território ou defendendo sua alimentação, restringem-se ao objetivo em si. Não acumulam bens. Não se aproveitam de uma situação para ter além do que precisam.
O ser humano, e tenho de generalizar aqui, busca uma vida que nem sequer vai reter. Fico pensando se uma pessoa que se sabe ladra, que sabe que  está usando um cargo para ganhar dinheiro ilícito, que faltará para quem precisa, consegue dormir bem. Fico pensando se essas pessoas não se comovem com pessoas que sofrem por doenças, fome, miséria. Espanta-me a conivência dessas pessoas com atitudes de descaso com aqueles desprovidos do mínimo.
Não precisamos de leis porque sabemos o que devemos fazer. As leis existem para que sejam encontradas brechas para serem burladas. Ouvi um advogado falando que contas não se pagam mas se enrolam e leis servem para serem descumpridas. Um advogado (nem deveria me espantar aqui...)
Quando vejo um roubo político me pergunto se essas pessoas não têm família, se os filhos não passam vergonha na escola, se essas pessoas vão à reunião de pais, se olham para os outros, se deitam suas cabeças em um travesseiro para dormir e dormem sem remédios.
Há um antes e um depois tão claro e próximo a nós, que reflete o que eu digo. Carros, casas, roupas, cargos... mudaram tanto.
Lei é um conceito humano. O homem criou um código de leis. O primeiro código escrito de leis foi o de Hamurabi pela necessidade de existir uma norma comum e não várias a mercê do humor de governantes.
Kant falava que coisas que fazemos por obrigação não têm validade. Mesmo assim, acredito que devem ser feitas. A validade é pessoal e isso somente uma boa educação pode proporcionar. O ambiente familiar deveria criar esses valores.... (ser honesto passou a ser um valor e não uma obrigação). Os pais estão forjando seres que o mundo não merece (e novamente preciso generalizar).
Enfim! Só pra ller e pensar.

domingo, 18 de setembro de 2011

texto enviado por email - 1

IRATI PEQUENAS HISTÓRIAS IV

Inspirado pelas histórias do amigo Joel, seguirei a descrição de alguns fatos, senão a altura do nobre iratiense, de algum proveito para um pouco enriquecer nossa bela história, mesmo que com pequenos fragmentos.
Passear pelos barrentos barrancos do rio das antas, onde nos fundos do campo do Isal, mergulhávamos sem o medo necessário, longe dos olhos vigilantes dos pais.
Observar o lento deslocar da carroça do Ticão, morador nos pés do Alto da glória, e que fazia pequenos fretes para os vizinhos. Das perigosas incursões através de tubos de águas pluviais, feitos de cortes de pneus, amarrados em maços, que serviam na época de manilhamento, ninguém pensava em cobras e aranhas, era a brincadeira que valia, e só.
Viajar pelas noites da Radio Difusora, o programa do Santoro Neto, Coli e sua guitarra havaiana, Zé Tramela nas manhãs, Doca Leite e seu insistente instalar de um Tiro de Guerra em Irati, sonho não realizado pelo que sei.
A Marcha dos esportes, o noticiário do meio dia, ambos ao som de musicas americanas de derivação marcial, próprias de marchas militares.
O Cine Teatro Central do seu João Wasilevski, quando trocávamos rotulo do café Irati por entradas, os filmes de Far-west italiano, as musicas da velha musica italiana, as chanchadas nacionais, Mazzaropi. Perdoem-me esqueci o nome do bar em frente, ponto de reunião após as seções de cinema.
O bar do Colaço, e o Maluf onde se reunia a nata das cordas para encantar os visitantes.
Eram noites sem muitas opções, mas eram as nossas noites, do nosso tempo, e a memória se faz também do que viveram nossos pais, e nos passaram, e é exatamente este o objetivo destas singelas palavras.
Quem nunca ouviu falar da casa Choma, da Casa Nova, da Realeza, do Glinskinho e da lanchonete do Glinskão, quanta cervejas, quanta gente fazia daquele lugar um point,
ops, point é moderno mas era sim o ponto de encontro.
Os antigos Coches fúnebres, quantos amigos subiram a ladeira para ir descansar no alto, ao lado da igreja São Miguel, olhando de cima sua eterna cidade.
Os carros de praça, as viagens intermináveis até Guarapuava, Ponta Grossa, União da Vitória, a sinistra Serra da Esperança que tantos iratienses devolveu aos seus, para a ultima despedida.
Aos que viram ainda o Hospital de Caridade de Irati, lembrem, lembrem de Dona Pierina a parteira que trouxe ao mundo tantos iratienses, ao Vico, farmacêutico e ao mesmo tempo, médico dos mais pobres, da antiga Ford, dos meninos do Seminário Seráfico Santa Maria, que davam espetáculos em desfiles de Sete de setembro, dos discursos inflamados de Edgar Gomes, o prefeito da Arena dos tempos da ferrenha ditadura, que a nossa ingenuidade e distancia dos grandes centros não permitiu conhecer.
Irati é e sempre será aquilo que seus cidadãos, guardaram e guardarão na lembrança, pois nada é mais contundente e esclarecedor, que ouvir de um povo a própria história, pois há detalhes, que as fotografias antigas não mostram que parcos recursos de filmagens omitem e que modernas mídias, não poderão alcançar e que só o humilde relato de um cidadão pode esclarecer e ajudar a iluminar a posteridade.

Malgaxe
malgaxe1@yahoo.com.br